5 de dez. de 2011

A FORÇA DA FRAQUEZA HUMANA

Bom dia pessoal! Hoje vou colocar um artigo de um professor muito querido para todos que estudaram na minha época no Seminário Vale da Benção. O professor Hamilton, que hoje está morando em Fortaleza, sempre cativava a nossa atenção em suas aulas e certamente não só eu como todos os que tiveram aula com ele, puderam aprender muito. Creio que não será diferente quando vocês lerem essa mensagem que ele nos deixou. Um grande abraço ao professor e a sua esposa!!!


Como um pai se compadece seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem, pois conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó (Sl 103.13-14)

Por Hamilton Perninck Vieira

            
Diante da sociedade capitalista que prega a competitividade pautada na força, assistimos a gradual decadência do ser humano a cada dia que passa. A realidade da seleção natural anunciada por Darwin no século XIX destruiu nossa humanidade: o mais evoluído sobrevive ao menos evoluído. Contudo, encontramos aqui um grande paradoxo: a sociedade busca formar o homem para vencer e por isso não sabe lidar com os fracassos, para ser forte e por isso não sabe lidar com suas fraquezas, para viver e por isso não sabe lidar com a morte. Nisso, reside a força da fraqueza humana.
              Sendo assim, o homem busca encontra-se em si mesmo. Entretanto, ao contrário do que pregava a filosofia sofista de Protágoras (480-410 a.C), “o homem é a medida de todas as coisas”, o ser humano tem buscado respostas em suas próprias perguntas. Por isso, não tem conseguido equalizar suas frustrações existenciais. O resultado são dores, tristezas, baixa autoestima, depressão, doenças psicossomáticas, suicídios, homicídios, fome, miséria, guerras, catástrofes, etc.
             Nesta direção, somos convidados a voltar às nossas origens. Assim, para melhor conhecer a função e a razão de ser criação, precisamos pensar sobre nosso Criador. Portanto, o ser humano não pode ser forte, pois sua essência é ser fraco. Logo, o homem só pode ser forte quando reconhece suas fraquezas Naquele que é o TODO-PODEROSO. Por assim dizer, é o temor que se pauta na compaixão e não na condenação. Por isso, o Criador se compadece da criatura pois sabe que sua “estrutura é pó”. Neste sentido, nossa vida é como uma nuvem e/ou a sombra que vem e logo vai. Portanto, “do pó viemos e ao pó tornaremos” (Ec 7.20). Assim, quando em nossa fraqueza humana nos deparamos com a Força Divina, a reação é temor, rendição, entrega e adoração.
Mas e agora: como viver nesse mundo que a cada dia mais caminha para a degradação? Onde encontrar forças na fraqueza, alegria na tristeza, vida na morte? Eis aqui a resposta: “De tal coisa [revelações divinas] me gloriarei; não, porém, de mim mesmo, salvo de minhas fraquezas [...] porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (II Co 12.5,10). Diante disso, é na entrega de nós mesmos em fraquezas que encontramos força em Deus. Logo, é no amor e compaixão paternal de Deus que encontramos vida para lutar contra a morte, alegria para lutar contra a tristeza. Em suma, é conhecendo mais a compaixão divina que conseguimos superar nossa miséria humana.


1 de dez. de 2011

A ESPERANÇA DO CRISTÃO

...devemos estar consolados e ter a certeza de que um dia nos encontraremos com os nossos parentes, amigos e irmãos em Cristo no céu.

Para morrer basta estar vivo! Por vezes ouvia essa frase e de certa forma eu ficava com medo do porvir. Ainda hoje quando paro e penso que um dia vou morrer eu fico um pouco receoso por não saber como é que vai acontecer. Muitas pessoas ainda não estão preparadas para esse passo, na verdade, a maioria delas não está disposta a abandonar este mundo e muito menos a perder um ente querido. Mas vamos tentar entender hoje o que seria a morte biblicamente falando.
É difícil entrar na mente do ser humano algo como a morte, pois ele não foi feito para a morte, mas sim para a vida. Porém quando Adão pecou, a morte entrou no mundo (Rm 5.12) e passou a todos os homens.
Antes de conhecermos a Cristo, nossa vida era sem sentido e sem esperança conforme diz Efésios 2.12. Nós estávamos destinados à ira eterna, à morte eterna, mas Cristo nos resgatou e nos deu uma nova esperança a partir do momento que Ele entrou em nossas vidas. Desta forma, podemos ter a plena convicção de que quando partirmos deste mundo, se morrermos com Cristo, com Cristo viveremos (2Tm 2.11).
Texto: 1Ts 4.13-18: “Todavia irmãos, não queremos que sejais ignorantes acerca dos que já faleceram para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. Porque se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, também devemos crer que Deus, por meio de Jesus, vai trazer com Ele os que já faleceram. Afirmamos pela Palavra do Senhor que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já faleceram, porque ouvida a voz do arcanjo e ressoada a trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu com grande brado, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens ao encontro do Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Portanto, consolai-vos uns aos outros com essas palavras.”
Paulo começa falando que ele não quer que sejamos ignorantes sobre aqueles que já faleceram. O que é ser ignorante? Nesse caso, ignorante é ser alguém que não sabe nada sobre o assunto ou sobre algo. Por exemplo: eu sou ignorante na área de física porque eu não sei o que ela ensina, ou seja, eu não sei nada sobre física então sou ignorante nessa matéria. Da mesma forma, Paulo escreveu sobre esse assunto porque ele não queria que ninguém ficasse sem saber o que aconteceria com as pessoas que morressem em Cristo.
Os tessalonicenses provavelmente estavam muito tristes por não saberem o que aconteceria com os seus parentes e amigos que morressem, por esse motivo Paulo escreve para que eles fiquem consolados e para que saibam que um dia eles ressuscitarão em Cristo e irão reinar com Ele para sempre.
Paulo não vê motivos para que os crentes fiquem desconsolados com a morte de alguém se eles morreram em Cristo. Quando Paulo diz que é para que eles não se entristecessem, ele não está querendo dizer que eles não devem chorar pela perda, mas sim que eles não deveriam ficar desconsolados como se nunca mais fossem ver essa pessoa. Paulo seria insensível se ele dissesse para os cristãos não chorarem, mas perceba que ele usa a palavra “entristeçais” e completa com a frase “como aqueles que não têm esperança”. Sim, Paulo está querendo dizer que quem fica desconsolado dessa maneira são aqueles que não guardam a promessa da ressurreição em seus corações. Neste sentido, devemos estar consolados e ter a certeza de que um dia nos encontraremos com os nossos parentes, amigos e irmãos em Cristo no céu.
Somente podemos ter essa esperança a partir do momento em que temos certeza de que tal pessoa morreu em Cristo. Mas como podemos ter essa certeza? A Palavra diz que conheceríamos a árvore pelos seus frutos (Mateus 7.20), pois bem, só podemos saber se a pessoa morreu em Cristo se ela teve atitudes de quem realmente está em Cristo em sua vida. Temos também pessoas que reconhecem a Cristo como Senhor e Salvador quando do leito da sua morte, assim como o ladrão na cruz ao lado de Jesus (Lucas 23.42-43).
A nossa fé consiste em crer que Jesus morreu e ressuscitou pelos nossos pecados, se não temos essa fé, é inútil estarmos aqui hoje, pois Paulo diz que se não cremos que Jesus ressuscitou dentre os mortos, vã é a nossa fé e também vã é a nossa pregação (1Co 15.13-14). Quando Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos, foi para que a nossa comunhão com Deus fosse restaurada e para que um dia reinássemos com Ele em glória.
Por isso devemos crer que a morte não é o fim, mas sim uma passagem para um novo estágio de vida, e esta vida é eterna.

24 de nov. de 2011

O DOM DO AMOR

...assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor. 1ª Coríntios 13.13

A primeira carta aos coríntios foi escrita para corrigir erros doutrinários dentro da igreja. A prática dos coríntios tanto dentro quanto fora da Igreja já não condizia com a Bíblia e Paulo os adverte para que eles possam andar corretamente como convém a um cristão.
Nos capítulos 12-14 Paulo corrige a questão de dons naquela igreja. Imagina um culto onde no mesmo momento em que tinha um irmão pregado a Palavra, tinha outro falando alto em línguas, outro interpretando, outro gritando e uma mulher atrapalhando o marido que queria prestar atenção no culto. Desorganizado, não é? Pois era assim mesmo que acontecia na igreja de Corinto.
Paulo visa ensinar a ter ordem e decência nos cultos (cap. 14.40), mas especificamente no capítulo 13, ele ensina a usar os dons com amor. Mas como assim usar dons com amor?
Simples! Por quase todo o capítulo 12, Paulo mostra que os filhos de Deus são como um corpo, sendo Cristo a cabeça e nós os membros. Sendo assim, precisamos uns dos outros e o sofrimento de um deve ser o sofrimento do outro assim como a honra de um é a honra do outro (cap. 12.26).
Não existe um membro mais importante do que o outro, todos contribuem para o crescimento do corpo. Com isto em mente, vamos falar dos dons.
O Espírito Santo é o responsável por distribuir dons espirituais para as pessoas, e Ele faz da forma que quer e distribui o dom que quer para quem Ele quiser (cap. 12.11). Não escolhemos os dons, não temos o poder de decidir, é o Espírito que nos concede segundo a Sua soberania sabendo onde vamos ser mais úteis no corpo de Cristo.
Nenhum dom é melhor do que o outro, todos se completam e são usados para o mesmo fim, o crescimento e edificação do corpo de Cristo, e o corpo são as pessoas.
Sendo assim, entendemos que quando havia aquela desordem no culto dos coríntios, era porque os dons não estavam sendo usados com amor, cada um estava usando o dom que tinha para seu próprio benefício, e não para o crescimento do corpo.
Imagina se um órgão interno de nosso corpo não quiser mais trabalhar simplesmente pelo fato de não querer, de não estar nem aí, de querer usar suas habilidades para o próprio bem, ou até mesmo porque não está aparecendo? Nosso corpo certamente iria adoecer porque um indivíduo parou de agir com amor.
Paulo explica que esse tipo de culto não edificava nenhum deles porque simplesmente ninguém entendia o que se passava ali. Resumindo, era um caos total.
Por isso Paulo fala tais palavras no capítulo 13: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria (cap. 13:1-3)”.
De nada adianta fazer milhares e milhares de obras simplesmente porque se tem condições, ou por que se tem o dom, ou mesmo pra se aparecer, se não existir o fator principal por trás disso, o amor! Tudo o que fazemos perde o sentido sem o amor.
Imagina você ter um relacionamento com uma pessoa e ver que tudo o que ela faz por você, os presentes que você recebe, é simplesmente por obrigação, porque ela está com você, está ao seu lado e tem que fazer algo pra que você se sinta bem ao lado dela? Quanta frieza! Na certa você iria preferir alguém que não tivesse tantas condições, mas que te amasse verdadeiramente e te suportasse sempre, do que uma pessoa fria como aquela. Agora se a pessoa gosta de estar nessas circunstâncias, é porque ela é interesseira, e sabemos que isso existe por toda parte.
Paulo adverte principalmente quanto ao dom de línguas estar sendo usado de forma errada. Se você ler o capítulo 14 inteiro, irá entender melhor. Paulo nos mostra que o dom de línguas, quando usado sem alguém que saiba interpretar, serve para edificação própria. Se ele é usado e alguém consegue interpretar, a igreja toda é edificada (cap. 14.19). É preferível que alguém fale diante de toda a igreja palavras que se possa entender, do que ficar falando o culto inteiro em línguas e a igreja não ser edificada.
Por isso Paulo conclama os coríntios a usarem os seus dons com amor visando a edificação de todo o corpo.
Devemos agir também com amor em todos os lugares de convivência que estamos. No trabalho, sempre visando o crescimento da empresa e usando nossos talentos para tal; No casamento, suportando um ao outro e buscando fazer o cônjuge feliz ao invés de procurar desculpas para fazer a própria vontade, pois em todos os casos, se usarmos o que temos para benefício próprio, somente nós cresceremos, e isso não é vantagem visto que dependemos um do outro.
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece (cap 13:4-8).”
Esse é o verdadeiro amor, deixar as vontades de lado pelas pessoas, ainda que muitas vezes elas não mereçam, pois o amor é paciente. É tratar as pessoas bem como gostaríamos de ser tratados, pois o amor é bondoso. É não cobiçar nada do próximo, pois o amor não inveja. É segurar a própria rédea quando conseguimos resolver o problema de alguém para não se orgulhar de ser o bom, pois o amor não se vangloria, não se orgulha. É não jogar na cara das pessoas o que fizemos por elas na primeira oportunidade e em momento algum, pois o amor não maltrata e não se ira facilmente. É não fazer algo com segundas intenções, pois o amor não procura seus interesses. É dizer a verdade da forma certa no momento certo mesmo que isso vá doer na pessoa que ouve, pois o amor não se alegra com a injustiça, mas sim com a verdade.
Amar significa muitas vezes sofrer, não ser reconhecido. E muitas vezes vai passar pela cabeça da pessoa que ama: “Não vale mais a pena, não tem mais sentido fazer o que estou fazendo e não ver resultados” Mas continue, siga em frente pois sabemos que estamos seguindo o que Deus nos mandou seguir, não simplesmente por obrigação, mas porque em primeiro lugar, nós amamos a Deus.
Pra finalizar, com respeito aos dons, nenhuma pessoa poderá ter todos eles, para que não se torne auto-suficiente, nem mesmo todas as pessoas poderão ter o mesmo dom, para que ainda continuem dependendo umas das outras. Mas o amor é o dom supremo! O amor é dom que irá durar para todo o sempre, e esse dom todo aquele que se diz filho de Deus deve ter, pois além de ser um dom, é um mandamento.
Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor. 1ª Coríntios 13.13.
Cultivemos pois o amor...

21 de nov. de 2011

TENTANDO FALAR SOBRE O NATAL

Boa noite queridos leitores! Primeiramente quero dizer que não postei nada na semana passada devido a correria que estou tendo ultimamente, mas esta semana retomarei as atividades normalmente.
Hoje vou colocar um artigo do meu querido irmão em Cristo Elvimar. Conheci ele no Seminário Vale da Benção também. Figuraça ele rsrs, quem conhece sabe. Em suas mensagens sempre me senti confrontado e pude perceber cada vez mais a realidade da Palavra de Deus. Espero que vocês gostem, pois creio que essa palavra irá falar com vocês.

Por Elvimar Gonçalves Leite
Cultura. H. Richard Niebuhr, em seu livro Cristo e Cultura, define a cultura como “o ambiente secundário que a humanidade impõe à ordem natural1. A cultura é composta de língua, hábitos, ideias, fé, costumes, organização social, invenções, processos tecnológicos e valores.” Na enciclopédia Barsa cultura é definida nos termos que seguem: “Cultura ... é o complexo no qual estão incluídos conhecimentos, crenças, artes, moral, leis, costumes e quaisquer outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.” Cultura vem do latim, colere, que quer dizer ‘CULTIVAR’. O designativo acaba por ser vasto e a mais conhecida é a criada por Edward B. Tylor, citada acima. No passado, em Roma, especificamente na língua latina o sentido era de “agricultura”2. Cultura pode ser associada a obras artística e/ou técnica da humanidade, como a música erudita européia (o termo alemão “KULTUR” – cultura). 3
Acredito que todos estão percebendo que o natal esta à porta, dezembro esta logo ali na vinte e cinco de Março. É uma questão cultural, é o que dizem por aí, o que acontece todos os finais de ano, principalmente, para nós brasileiros não é verdade? E o que acontece? Comprar, dar e ganhar presentes. Não vejo problema algum em ganhar um presentinho no dia 25 de dezembro. Você vê problema? Vejo problema no montante de dívidas que muitos fazem embalados pela propaganda: “Compre hoje e comece a pagar só em Março/12”. Não vamos fazer nenhuma loucura, ok? É preferível comprar um presente que quebra, rasga, perde a cor em menos de vinte e quatro horas, na 25 de Março, do que ficar pendurado no cartão o resto do ano.
O Natal não é isso. O profeta Daniel foi um privilegiado lá na babilônia onde interpretou o sonho do rei Nabucodonosor(Dn2). O sonho causou pânico no rei que convocou toda a corte e os magos para que alguém explicasse o significado do sonho. O pessoal do rei não tinha condições para realizar a tarefa e o texto diz que “Isso deixou o rei tão irritado que ordenou a execução de todos os sábios da Babilônia”(Dn2,12). Foi emitido um documento que ordenava a morte de todos os sábios(v.13). Daniel, ao ver que Arioque ia começar a matança, “dirigiu-se a ele com sabedoria e bom senso”(v.14) e perguntou: “Por que o rei emitiu um decreto tão severo?” ao ouvir a resposta Daniel foi pedir um tempo para o rei para que ele pudesse dar-lhe a interpretação(v.15). Dividiu o problema com seus amigos e buscaram de Deus uma saída. O verso 19 relata que a Daniel foi revelado o mistério numa visão de noite. A partir do verso 20 vemos as seguintes palavras: “Louvado seja o nome de Deus para todo o sempre; a sabedoria e o poder a ele pertencem. Ele muda as épocas e as estações; destrona reis e estabelece. Dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir. Revela coisas profundas e ocultas; conhece o que jaz nas trevas, e a luz habita com ele. Eu te agradeço e te louvo, ó Deus dos meus antepassados; tu me deste sabedoria e poder, e me revelaste o que te pedimos, revelaste-nos o sonho do rei”.(Dn2.20-23)
Daniel explicou ao rei que o sonho falava dos eventos históricos no presente, pois dizia do momento em que o rei se encontrava no poder representado pela cabeça da estátua, e do futuro em que outros reinos o sucederiam (v.39). Após descrever os versos seguintes que descrevem quatro reinos, cada um por sua vez, Daniel, no verso 44, anuncia ao rei que: “Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos os reinos daqueles reis e os exterminará, mas esse reino durará para sempre. Esse é o significado da visão da pedra que soltou de uma montanha4, sem auxílio de mãos, pedra que esmigalhou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. “O Deus poderoso mostrou ao rei o que acontecerá no futuro”. E no futuro, à época em que o império romano estava como poder vigente, nasce Jesus. O evangelista Lucas no capítulo 2. 6,7 narrou que: “Estando ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles”. É surpreendente a história do natal. Daniel não foi o único a receber a revelação de Deus correlação ao maior evento de todos os tempos, outros homens também inspirados por Deus falaram da vinda do Messias. Isaías, Jeremias, enfim todos os que Deus convocou durante a história viram e, anunciaram pela fé o grande dia. O apóstolo Paulo considera que: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.”(Gl4.4). O mundo precisava amadurecer, desenvolver-se em certo sentido, o cenário tinha que estar pronto afim de que o Autor da vida surgisse na história não como um homem especial, mas como o menino - Deus. Simeão, homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel, recebeu a informação de Deus que não morreria sem antes ver o Cristo do Senhor5. No templo, ao receber dos braços da mãe o menino incomum jubilosamente disse: “os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos”. Por fim, o natal é o momento de reflexão onde devemos entender que Deus cumpriu Sua promessa que era enviar o Seu Filho. O profeta Daniel viveu muitos anos na Babilônia e lá encontrou refugio em Deus. O Senhor revelou seus atos na história a um rei pagão e Daniel foi instrumento para apontar a soberania de Deus. O natal é uma demonstração de que os reinos na terra são passageiros, mas aquele que veio é Deus conosco e de reino eterno.i  É boa nova de Salvação.


1 Mundo natural ou ambiente onde a vida acontece.
2 A palavra "agricultura" vem do laim agricultūra, composta por ager (campo, território) e cultūra (cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.
3 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
i O Deus de Daniel é o Rei soberano do mundo, que levanta e derruba governantes e determina com grande antecedência o futuro das nações. Ele premia a fidelidade de seus servos dedicados e os protege, mesmo quando estão longe da sua pátria. Sua soberania é especialmente manifesta em sua relação com Nabucodonosor. A ele Deus revelou a história futura, demonstrou poder de livrar os seus e deu uma lição viva sobre os perigos do orgulho. Pelas visões de Daniel, o Senhor demonstra sua soberania na história. Impérios humanos surgem e desaparecem, mas no final o Senhor esmaga a oposição gentia a seus planos e estabelece seu reino sobre a terra. (Manual Bíblico - Vida Nova)
4 Verso 34.
5 Evangelho de Lucas 2.26.






Até logo pessoal, que Deus acompanhe cada um de vocês...

14 de nov. de 2011

EXPANSÃO DO REINO DE DEUS

Por Marco Morillo

Você tem contribuído para a Expansão do Reino de Deus?
“Portanto vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês até o fim dos tempos.” Mateus 28. 19, 20
O Cumprimento do Ide de Jesus, de espalhar seu evangelho por todo o mundo, tem cada dia mais, sido cumprido em realidades diferentes.
Porque a responsabilidade é nossa. Se contribuirmos, o missionário pode ir, pode pregar, vidas podem ser salvas; e Deus promete nos galardoar por isso!
Porque conhecemos a Palavra de Deus. Se queremos demonstrar o nosso amor a Jesus, façamo-lo de modo prático: ORANDO, CONTRIBUINDO, ENVIANDO
Ser Crente de sofá e de Facebook é fácil, faça a sua parte.
Se você soubesse que Jesus iria voltar daqui a uma semana, o que você faria? Em que projetos você se envolveria? Em que você investiria o seu dinheiro? Com o que você gastaria o seu tempo?
A única resposta para esta pergunta é que precisamos mais do que nunca estar comprometidos com aquilo que é prioridade para Deus: MISSÕES
Como Contribuir?
Sua contribuição é um ato de adoração a Deus (Fp 4.18) e é tendo essa consciência que você deve contribuir. É uma atitude que deve ser feita com alegria e sinceridade. A oferta missionária é como aroma suave e como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. Na mesma medida que assistimos as necessidades dos missionários no campo, tributamos culto de adoração a Deus com nossas ofertas. Dessa forma, o que é mais sublime, o que é mais tremendo, o que é mais imensurável é que sua contribuição para missões não se resume a apenas uma movimentação financeira.
Quando você dá a sua oferta missionária, desencadeia reflexos no céu e na terra; ela toca o coração de Deus e abre portas na terra. Algo espiritual acontece, de acordo com o princípio divino e eterno do plantio e colheita!
No momento de sua oferta você está dizendo a Deus que quer ter o privilégio de ser parceiro dEle no grande projeto de levar o evangelho a todos os povos. E Deus aceita a sua parceria com gratidão e lhe garante uma promessa maravilhosa: "E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século" (Mateus 28:20). A partir do objetivo e do compromisso que você assumiu no seu coração perante Deus e dentro de sua fidelidade, sua contribuição se transforma numa semeadura e o dinheiro numa semente.
Galera, eu queria aproveitar esse post para falar um pouco sobre o projeto do nosso querido irmão Marco Morillo e de sua esposa Cláudia.
No mês que vem eles estarão viajando para Guiné-Bissau, no continente africano para pregar a palavra de Deus. Eles estão planejando levar para essa viajem o máximo de Bíblias que conseguirem para poder distribuir para o povo guinense. Pra quem não sabe, uma das línguas predominantes em Guiné-Bissau é o português de Portugal, tendo entre eles também dialetos em suas várias regiões, que são chamadas de tribos. Sendo assim, podemos contribuir para que esse projeto seja um sucesso!
Tenho certeza de que Deus se alegrará em nosso empenho. No blog do Marco tem mais informações sobre a viagem, bem como contato e conta para oferta de ajuda na viajem. Vou organizar em minha igreja uma oferta para que eles possam comprar Bíblias e levar nessa viagem.
Quem não puder cooperar financeiramente, ou até mesmo para os que cooperarem, vamos estar orando também e intercedendo pela vida deles para que eles consigam deixar a marca abençoada deles naquele lugar!
Deus abençoe vocês, mais informações no link http://morillo.webnode.pt/guine-bissau/

10 de nov. de 2011

DEUS AGE AONDE MENOS ESPERAMOS

...quando a esmola é demais, o santo desconfia

Bom dia caros leitores! Hoje eu quero falar de uma das minhas passagens favoritas da Bíblia, que está no 2º livro dos Reis capítulo 5, versículos 1-19. Mas aqui vamos nos ater somente ao versículo 13.

Então chegaram-se a ele os seus servos, e lhe falaram, e disseram: Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado.
2 Reis 5:13

Vou explicar a história de Naamã.
Naamã era um general bem sucedido da Síria, como é dito nos primeiros versos do capítulo; porque por ele o SENHOR dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso. (Verso 1)
Vemos que o valor desse general era grande, e ele era reconhecido por todos e pelo seu rei. Sua reputação no seu país era a melhor. Porém ele tinha um problema grave em seu corpo que pouco a pouco ia tirando a sua honra; ele era leproso.
Naqueles tempos a lepra era considerada uma maldição e a pessoa que a possuía tinha que ficar afastada dos demais por questões até higiênicas.
Imaginamos agora um homem muito honrado, vencedor de grandes batalhas, pai de família sendo humilhado pela lepra. Imaginamos que Naamã fosse até depressivo por não poder abraçar sua esposa, se relacionar com ela, não poder abraçar seus filhos, brincar com eles. De que adiantava tanta honra e glória se ele não podia fazer as coisas mais básicas da vida? Imagina como seria a sua vida!
Por sorte, ou até mesmo como eu gosto de pensar, pelos planos de Deus, numa de suas batalhas contra o povo de Israel, Naamã capturou uma menina e a levou com serva para a sua casa. O foco desse texto, ao contrário do que muitos pensam, não está na cura de Naamã, mas sim na atitude da menina como veremos a seguir, porém quero enfatizar em outro aspecto, particularmente no versículo 13 que está citado acima.
Essa menina foi tirada de sua casa ainda nova para ser escrava e tinha todos os motivos do mundo para ser revoltada. Mas ela servia de coração! Ela tinha Deus em seu coração!
Imagino que algumas pessoas no lugar dela não teriam a mesma atitude porque é algo difícil de se fazer. Perdoar não é fácil, é uma qualidade para os fortes.
Quando Naamã ficou leproso ela poderia ter pensado: “Tomara que esse infeliz morra logo!”. Mas ao contrário disso, ela resolveu perdoar e ajudar, e essas foram as palavras dela para a esposa do general: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra (Verso 3). A menina se esqueceu de todos os seus direitos e dores e indicou o caminho para que Naamã recebesse a cura.
Naquela situação o general estava topando praticamente qualquer coisa para ser restaurado, tanto que ele pediu permissão ao seu rei para que ele pudesse visitar o tal profeta, que era Eliseu. Permissão concedida, a viagem foi feita.
Porém para a sua surpresa, quando Naamã chega à casa do profeta, Eliseu nem ao menos o recebe, simplesmente manda a mensagem: “Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado”. (Verso 10)
O que seria aquilo? Certamente Eliseu não sabia com quem estava falando, o Grande Naamã, conquistador de grandes batalhas. O Grande General da Síria não poderia passar por um vexame daqueles, Eliseu deveria no mínimo ter descido e feito uma oração por ele, colocado as mãos sobre a lepra e num passe de mágica Naamã estaria curado! Que descaso, isso não se faz nem com um animal!
E tem outra coisa, não existiria um riozinho melhor pra Naamã pular não? Tinha que ser o Jordão? Porque na Síria existiam rios muito melhores do que o de Israel. Não, Naamã não iria pular nem uma e muito menos sete vezes no rio Jordão.
Esse foi o pensamento de Naamã, ele ficou indignado com a atitude do profeta e estava indo embora para o seu país sem nem ao menos pagar para ver se ia dar certo mesmo pular no rio. E por pouco ele vai embora sem receber a benção de Deus.
Até que no caminho um de seus servos lhe diz: “Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado.” Então o general deu ouvidos ao seu servo e pulou no rio sete vezes. Terminando de se lavar, a Bíblia diz que sua pele ficou como a de uma criança, novinha em folha!
Somos acostumados a pensar que quando a esmola é demais, o santo desconfia. Fato! Pensamos desta forma por várias vezes em nossa vida. Mas isso não se aplica à graça de Deus. Pra começar, a salvação já é de graça. Não precisamos fazer nada, nenhum sacrifício, boa obra, ser bonzinho, ajudar velhinho e ceguinho a atravessar a rua, combater o crime, nada. A salvação não vem por obras como está escrito em Efésios 2. 8-9. A única coisa que temos de fazer é crer, e a fé também vem de Deus.
Se a salvação é de graça, ou pela graça de Deus, quanto mais as bênçãos que recebemos diariamente! Porém somos acostumados a fazer tantos sacrifícios e pagar tantos preços que quando nos é pedido algo simples, como no caso de Naamã, não acreditamos.
Simplesmente temos que parar de pensar nas coisas grandes e começar a prestar a atenção nas coisas pequenas, porque é aí onde Deus trabalha. “Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei”, foram essas as palavras de Jesus em Mateus 25.23. Não há como vermos o muito de Deus se não conseguirmos dar valor ao pouco, pois de outra forma nos tornaríamos arrogantes. Outro dia ouvi uma frase no trailer do filme Capitão América, foi algo assim: “Os fracos sabem dar mais valor na força do que os que já nasceram fortes”. E é fato! Temos que ter a humildade de ouvir o que a Palavra de Deus nos diz gostando nós ou não!
Naamã por pouco não recebe uma benção que iria mudar a sua vida, não fosse o seu servo falar que ele deveria ao menos tentar, ele teria ido embora pra casa e continuado sua vidinha mediocre.
Deus é sempre bom! Mesmo que muitas vezes a gente rejeite a Sua Palavra e fique emburrado porque as coisas não são do jeito que queremos, Ele ainda dá um jeito de avisar que o caminho que estamos tomando não está correto. Vamos então ter a humildade de ouvir àquele que só quer o nosso bem. Nada que Deus pede de nós é difícil demais que não dá pra ser feito.
O toque, a benção que Deus tem para nossa vida pode estar numa coisa simples como o perdão; perdoar ou ser perdoado; pode estar no amor ao inimigo, pode estar no simples ato de abraçar alguém necessitado e de caminhar com esse alguém. Isso pode transformar nossa vida de uma forma que nem imaginamos. E pensar que muitas vezes a gente faz tanto sacrifício para obter a benção de Deus, oramos, fazemos jejuns e propósitos sem sentido. Mas nos esquecemos que o básico de tudo é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
A resposta pode estar ao nosso lado, basta termos a humildade para perceber. Deus trabalha nas coisas pequenas e através dela quer nos fazer grandes!

A partir desta segunda feira estarei compartilhando com vocês mensagens de amigos meus que estudaram junto comigo no seminário, ou da igreja que frequento, e de professores que deram aula pra mim. Espero que vocês gostem! Todas as quintas continuarei postando mensagens minhas. Um abraço e fiquem com Deus...

3 de nov. de 2011

FAÇA GUERRA!

Olá meus amigos! Hoje eu quero publicar um vídeo do Pr. John Piper dos EUA que fala sobre a guerra pessoal que todos deveriam fazer. Desde que eu vi o vídeo no qual o Pr. John fala sobre a Teologia da Prosperidade eu comecei a gostar de suas mensagens. São mensagens que nos fazer pensar e refletir sobre a nossa posição como cristãos. Indico os outros vídeos desse pastor que estão disponíveis no Youtube, acredito que cada mensagem dele irá falar com cada um de vocês...


Um grande abraço, até mais...

31 de out. de 2011

Você é Igreja?

Boa tarde meus queridos! Hoje estou colocando mais um post para a meditação de vocês, porém este post não fui eu quem escreveu, foi um grande amigo e irmão chamado Tom Lorenzetti. Particularmente gostei da mensagem dele e acredito que vai ser de grande edificação pra vocês também. O Tom morou comigo um tempo no Seminário Vale da Benção e pudemos ter grandes momentos de comunhão naquele lugar.
Espero que vocês gostem...

...pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Quero em primeiro lugar definir o conceito da palavra igreja no Novo Testamento, que tem em seu significado original a palavra ekklesia, que significa: assembléia, ajuntamento dos servos de Deus. Sendo assim encontramos a palavra igreja pela primeira vez no Novo Testamento em Matheus 16, 14-18, e neste momento o Senhor Jesus interroga seus discípulos dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas.
Disse-lhes então Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou?   E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.  
Aqui observamos que verdadeiramente a igreja primitiva foi edificada na doutrina dos apóstolos e que hoje em dia devemos ter esse mesmo conceito, e edificar nossas igrejas sobre essa doutrina apostólica primitiva e sobre o IDE como compromisso do verdadeiro cristão.
Hoje a verdadeira igreja do Senhor Jesus Cristo é a igreja invisível que não está nos templos construídos por mãos humanas, mas dentro de nós, mas infelizmente o povo não consegue enxergar essa igreja, mas somente a igreja visível, quer seja um prédio, uma casa, ou um templo de tijolos.
O ser igreja do Novo Testamento é estar alicerçado nos ensinamentos de Jesus e dos seus apóstolos, na palavra fiel e inerrante das Sagradas Escrituras.
Devemos entender que nós, como corpo de Cristo, somos a verdadeira igreja. Pois quando Saulo perseguiu a igreja na era primitiva, antes de se tornar o apóstolo Paulo, ele não perseguia uma entidade elaborada como instituição fundada igreja, mas perseguia os cristão que, movidos por um novo nascimento pregavam e anunciavam a Jesus.
No livro Cristianismo Pagão, A Origem das Práticas de Nossa Igreja Moderna por Frank A. Viola, observamos que o antigo judaísmo estava centrado em três elementos, a saber: O templo, o sacerdócio e o sacrifício, mas quando Jesus veio, Ele cancelou os três elementos cumprindo-os em Si mesmo. Ele é o Templo que incorpora uma casa nova e viva feita de pedras vivas — “sem mãos humanas”. Ele é o Sacerdote que estabeleceu um novo sacerdócio.  Ele é o Sacrifício perfeito e definitivo. A partir dessa verdade podemos definir que o ser igreja segundo o Novo Testamento, é estar em Cristo, viver para Cristo e ter nossa esperança somente em Cristo Jesus.

27 de out. de 2011

DOUTRINA X USOS E COSTUMES

Temos a mesma fé, cremos no mesmo Deus e esperamos pelo mesmo Senhor...

Texto: Romanos 14.1-8:
“Aceitem o que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos. Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou. Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar. Há quem considere um dia mais sagrado que outro; há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. Aquele que considera um dia como especial, para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne, come para o Senhor, pois dá graças a Deus; e aquele que se abstém, para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus. Pois nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.”

Boa tarde pessoal! Hoje vamos tratar de um assunto que acredito ser importante para os dias de hoje, a questão da doutrina x usos e costumes.
Primeiro temos que definir o que é doutrina e o que são usos e costumes.
Diferente do que muitos pensam doutrina não tem nada a ver com roupas, músicas a serem tocadas na igreja ou o que um cristão deve ou não fazer em sua vida pessoal. Muitos já me disseram: “Tal igreja é muito doutrinária, olha o jeito deles, as roupas que vestem!” Mas como diz a comediante: “Nada a ver tio”
Doutrina, definindo a palavra, quer dizer: Ensinamento, mandamento ou princípio. Usos e costumes podem ser definidos como estilo, cultura ou tradição.
Alguém pode me perguntar: Se doutrina é definido como ensinamento, então o que você citou como uso e costume não é doutrina? Não no sentido bíblico e na comunhão que compartilhamos dentro e fora da Igreja.
Vou explicar:
Doutrina se refere aos ensinamentos bíblicos fundamentais para a fé de um cristão. Por exemplo: Jesus Cristo veio a terra morrer pelos nossos pecados é um tipo de doutrina; O Espírito Santo é a terceira pessoa da trindade é outra doutrina; Todo cristão deve ser batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo também é doutrina e, pra finalizar, A volta de Jesus é doutrina. Existem muitos outros exemplos que eu poderia citar, mas por esses já entendemos que doutrinar é ensinar questões básicas e inegáveis da fé. Sobre esses e outros pontos, nenhum cristão pode discordar, pois, se assim o fizer, ele compromete todo o resto da Bíblia.
Por usos e costumes eu posso citar o exemplo dos judeus cristãos daquela época, e até mesmo os de hoje. Para os judeus comer qualquer tipo de carne de porco é inaceitável, pois eles as consideram impuras por causa da ordem de Deus no Antigo Testamento. Porém aquela ordem tinha sido para os judeus e não para o resto do mundo. Mas eles, até hoje, guardam esse preceito e, estão certos em fazê-lo, pois fazem com fé no mandamento de Deus. Agora nós, os que não somos judeus, se comermos ou não carne de porco, em nada afetará a nossa fé e comunhão com Deus. Se não comermos, é por opção nossa como fazem alguns, não por questões religiosas, mas por gosto.
Agora que já entendemos a diferença entre doutrina e usos e costumes, podemos seguir com a explicação do texto bíblico.
Paulo estava enfrentando um problema de falta de união com os romanos, pois havia entre eles os que não comiam nenhum tipo de carne e aqueles que comiam de tudo. Os que não comiam nenhum tipo de carne geralmente eram aqueles irmãos recém-convertidos que queriam fazer de tudo para se purificar, pois na cultura romana havia muito a questão de que carnes eram oferecidas a ídolos e falsos deuses. Também poderia haver naquela igreja os judeus, que não comiam carne de porco. Já os outros, os que comiam carne, entendiam que todo alimento era puro e vinha de Deus para o bem-estar do homem. Resumindo, eles oravam agradecendo a Deus pelo alimento e mandavam ver! rsrs
Outro problema entre eles era que os mesmos que não comiam carne, faziam questão de separar um dia em especial para Deus, já os outros entendiam que qualquer dia é dia de louvar a Deus. Eles ficavam indignados uns com os outros por causa dessas divergências de pensamentos. Uns ficavam bravos pela falta de sensibilidade do irmão em comer carne e não ter a capacidade de separar um dia para o louvor a Deus, enquanto os outros riam deles por serem tão “crentes”. Quanta bobagem!
Por isso o apóstolo Paulo escreve essas palavras, para que eles pudessem esquecer essas divergências e vivessem em amor. Paulo diz que tanto um quanto o outro está certo em fazer o que faz, pois faz com fé em Deus, e que um não deveria julgar o outro, pois cada um dará conta de si mesmo a Deus (v. 12).
Mas o que isso tem a ver com doutrinas e usos e costumes? Cada grupo ali acreditava estar fazendo o correto, e acreditava que o outro grupo agia de forma errada prejudicando assim a própria fé. Paulo corrige isso e coloca essas questões como secundárias e diz que não afeta a fé de ninguém, pelo contrário, cada um seja espiritual da forma que achar melhor desde que não afete a liberdade do irmão.
Hoje em dia não há mais conflitos sobre alimentos serem puros ou não, ou mesmo se devo separar um dia em especial pra adorar a Deus, ou se devo usar todos. Com o passar do tempo, essas questões citadas foram perdendo espaço para outras, como por exemplo se eu devo orar alto ou baixo. Parece ser uma questão boba, mas garanto que há bastante discussão sobre isso.
Já ouvi alguns dizerem que não se sentiram bem dentro de uma igreja porque lá as pessoas oravam baixo demais, sendo assim, a pessoa se sentia retraída por não poder orar alto. Por outro lado, existem aqueles que criticam os irmãos do “fogo” por orarem alto demais, resumindo assim a sua fé em uma baixaria.
Agora para pra pensar: Aonde nós chegamos? Aonde queremos chegar com isso? Qual é o nosso propósito com tanta divergência? O pior de tudo é que nos escondemos atrás da Bíblia e tentamos achar argumentos e versículos que provem que agimos da forma certa e o outro da forma errada e nos esquecemos do principal mandamento, o amor a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Marcos 12.29-31). Sabemos que tanto um lado da moeda quanto o outro tem seus exageros. Da mesma forma que alguém pode orar alto demais a ponto de incomodar a igreja toda, o outro pode simplesmente baixar a cabeça e fingir uma espiritualidade que não tem. Mas de qualquer forma, quem somos nós para julgar o que o nosso irmão faz para Deus? Deixemos o amor tomar conta de nossas vidas.
Outro exemplo bem comum aos nossos dias é a questão da musica dentro da igreja. Quanta falta de respeito da parte de alguns por causa desse tema! Me lembro uma vez quando eu fazia parte da programação de rádio dos jovens da minha igreja, que estávamos tocando um rap gospel. Foi quando uma senhora nos ligou e começou a falar um monte de abobrinha sobre as músicas que tocávamos na nossa programação. Por outro lado, sempre tinham os que ligavam nos agradecendo porque certas músicas faziam bem ao espírito deles pela mensagem que elas passavam. Ninguém é obrigado a gostar de rock, rap, forró, sertanejo ou qualquer outro tipo de música gospel que não queira gostar, mas respeite e aja com amor sabendo que esses mesmos estilos elevam algumas pessoas ao nível da adoração a Deus.
Se uma pessoa está adorando a Deus, não importa como ou a qual grupo pertence, ela faz com a fé que tem e não deve ser desprezada por isso. Temos a mesma fé, cremos no mesmo Deus e esperamos pelo mesmo Senhor, então porque ficar se preocupando com esse tipo de coisa, vamos nos preocupar em influenciar mais e mais pessoas a fazer o bem e a abandonar o mal.
Para finalizar, Paulo nos dá a solução para que sobre estas questões, a gente consiga viver em paz mesmo um não concordando com o outro. Se eu sei que ouvir certo tipo de música, ou orar alto demais, ou ter alguma atitude desse tipo, vai de alguma forma prejudicar a fé do meu irmão, então estas coisas que eu tenho por certo, eu farei longe dele, pois o que mais me importa é ver o meu irmão firme e forte do que provar que eu estou certo e que a minha fé continua intacta. Saber que uma atitude prejudica a fé do meu irmão e ainda assim praticá-la perto dele é um desvio de caráter.
Sendo assim, vamos nos esforçar para compreender o nosso irmão e amá-lo como Jesus nos amou.
Quero encerrar esse post com duas citações; A primeira é de Agostinho: “Nas coisas necessárias, a unidade; nas duvidosas, a liberdade; e em todas, a caridade.” A segunda é do nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem não é contra nós, é por nós”.
Que Deus abençoe vocês, até breve...

20 de out. de 2011

AS TENTAÇÕES DIÁRIAS

...será que ser tentado é pecado?



Olá pessoal, tudo bem? Depois de uma semana cá estou novamente. Hoje quero falar um pouco sobre as tentações que sofremos diariamente.

Mateus 4.1: "Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado".
Quero começar falando do nosso Mestre Jesus. Temos este relato sobre sua tentação, porém entendemos que essa não foi a única vez em que o diabo o tentou. Em toda a sua vida ele foi tentado a abandonar a obra de Deus, o caminho que Ele tinha que trilhar. No Evangelho de Lucas 4.13 está escrito: "Terminando o diabo a sua tentação, ausentou-se Dele por algum tempo". Jesus, como homem que era, tinha que ser tentado para se identificar com a nossa natureza, para saber pelo que passamos, pois até então, antes de vir pra terra, Ele nunca tinha sido tentado. Ele vivia em comunhão na eternidade com o Pai e o Espírito Santo.
Mas o diferencial na vida de Jesus foi que Ele não cedeu às tentações. Alguns diriam que porque Ele tinha a sua natureza divina, Ele não caiu em tentação. Mas não podemos resumir a resistência de Jesus à tentação por causa da sua divindade. A tentação foi real, teve sua importância na vida Dele, mas Ele estava fortalecido no Espírito, esse foi o diferencial.
Alguns também excluiriam a natureza divina de Jesus, dizendo que Ele foi somente homem pelo motivo de ter sido tentado. Deus não pode ser tentado, Jesus foi tentado, logo Jesus não era Deus, mas simplesmente um ser humano. Este pensamento também está errado. Jesus era 100% homem, mas também era 100% divino, pois do lugar de onde Ele veio, Ele compartilhava da mesma essência do Pai e do Espírito Santo. Portanto, Jesus era e é essencialmente divino.
Mas como ele pôde ser tentado sendo essencialmente divino? A natureza humana de Jesus possibilitou a sua tentação e foi como homem que Ele resistiu a elas. Numa futura ocasião explanarei mais esse assunto das duas naturezas de Cristo. Por enquanto, vamos nos ater a isso.
Fato é, Ele foi tentado e resistiu. Por esse motivo e por outros, Jesus foi considerado como um segundo Adão, em contraste com o primeiro que foi tentado e falhou. (Romanos 5.12-21)
"Por um homem entrou o pecado no mundo, por outro a graça" versículo 1.
Pois bem, sabendo agora que Jesus Cristo venceu o pecado, vamos para o próximo passo, as nossas tentações.
Quem aqui nunca se sentiu compelido a fazer algo de errado? Quem aqui nunca ficou irado com alguém? Essas coisas acontecem diariamente em nossas vidas, geralmente quando alguém é sem-educação conosco, quando discutimos com alguém. Para os jovens temos a questão da sexualidade, tanto para os meninos quanto para as meninas. Tudo isso e muito mais.
Alguns poderiam dizer: Mas ficar irado já não é um pecado? Nem sempre. A Bíblia diz: "Irai-vos, mas não pequeis" (Efésios 4.26) O problema é quando a gente fica irado e continua remoendo e remoendo até que isso se torne realmente um pecado. Imagine só, alguém te prejudica de alguma forma, alguém manchou o seu nome e você descobre. O natural de todo o ser humano é ficar irado. Isso não significa que você vá fazer justiça com as próprias mãos. O certo é entregar nas mãos de Deus e deixar Ele cuidar. Até Jesus se irou quando estavam fazendo comércio na casa de Deus.
Muitas pessoas se sentem mal por serem tentados ou provados e ficam na deprê dizendo: Meu Deus, como eu pude pensar uma coisa dessas, como isso pôde passar pela minha cabeça? Mesmo porque algumas vezes somos acostumados com a confissão positiva. Ex: Estou sendo tentado na área sexual e eu vou falar com alguém sobre isso, ou até mesmo com um líder na igreja, e a pessoa me responde: Que é isso irmão? Isso não pode, declara que em Jesus você é mais do que vencedor, declara e pensa positivo.
Isso me faz pensar, será que ser tentado é pecado? Talvez a pessoa só quis compartilhar uma dificuldade e buscar ajuda em oração de um irmão e foi reprimida de certa forma.
As nossas tentações geralmente passam por nossa mente antes de se tornar uma atitude; quando não, ela vem por alguma coisa que enche os nossos olhos, depois passa pela nossa mente e se não cuidarmos, ela se torna em pecado.
Fato é, quando formos tentado, sempre pensaremos nisso por algum tempo.
Existem duas saídas para a tentação:
A primeira é a gente ceder a ela. Com certeza se cedermos a nossa tentação ela vai se tornar em pecado e, por algum tempo ela se afastará de nós.
A segunda saída é buscar a Deus. Foi essa a atitude de Jesus e Ele teve sucesso nela. Por algum tempo estaremos livres da tentação e ela não se tornará em pecado se assim fizermos freqüentemente.
Veja bem, se eu ceder à tentação eu vou satisfazer a minha carne, e a minha mente terá alívio dessa tentação. Se eu resistir, vou satisfazer a Deus e minha mente também terá um alívio. Mas nos dois casos, mais cedo ou mais tarde, a tentação vai voltar. Então qual saída devo escolher? Vou satisfazer minha carne ou a Deus?
Se eu satisfazer minha carne, eu perco a sensibilidade da presença de Deus, perco minha paz e os direitos de ser chamado de filho de Deus. É o caminho mais fácil, mas quem disse que o mais fácil seria o correto. Resistir às tentações é coisa pra macho! E pra macha também, rsrs. Escolher o caminho certo é doloroso, porém mais gratificante.
Precisamos estar firmes com Deus quando essas tentações vierem assim como Jesus esteve, desta forma conseguiremos vencer.
Mas é preciso lembrar que nós nunca deixaremos de ser tentados. "Terminando o diabo a sua tentação, ausentou-se Dele por algum tempo".  Essas palavras se referem a Jesus, porém se elas um dia se referiram a Ele, quem dirá a nós! Se Ele sendo o Rei dos reis foi tentado a vida toda, imagine nós, que somos simples seres humanos.
E como eu disse no post passado e reforço neste, algumas vezes nós vamos cair em tentações, algumas vezes nós vamos fazer escolhas erradas, pois somos carne, somos frágeis. Mas nada disso é o suficiente para afastar a graça de Deus das nossas vidas, pois Jesus entende o que passamos e Ele intercede por nós perante o Pai.
Isso me faz lembrar o apóstolo Paulo falando sobre o espinho na carne em 2ª Coríntios 12.7-9. Paulo chegou a orar por três vezes ao Senhor pedindo que lhe fosse tirada essa fraqueza, porém a resposta de Deus a ele foi: “A minha graça te basta” versículo 9.
Pra finalizar podemos pensar. Será que a graça de Deus tem bastado em nossas vidas? Ou estamos nos culpando por simplesmente sermos tentados? Vamos refletir nisso.
Que Deus abençoe vocês e até a próxima...

12 de out. de 2011

...tropeçar não é o mesmo que retroceder...

Nestes últimos dias tenho meditado bastante e até lido um pouco sobre a fé e a graça de Deus. Tenho buscado compreender o que é viver pela fé e pela graça de Deus, o que em minha opinião, são coisas inseparáveis. Então, por essa razão, decidi colocar como o meu primeiro post uma mensagem sobre a fé.
“Mas o justo viverá pela fé, e se retroceder não me agradarei dele. Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos. Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”
 (Hebreus 10:38 – 11:1)
No contexto, o escritor fala sobre esfriamento na fé e sobre o sacrifício de Cristo para nos salvar. Ele explica que a morte de Jesus foi e é o suficiente para apagar todos os nossos pecados. Porém o problema era que a vida de fé e gratidão que as pessoas deveriam viver após conhecerem a Cristo, não estava sendo vivida. Elas estavam vivendo de acordo com suas próprias regras e padrão e retrocederam no caminho da fé.
Por esse motivo o autor escreve esta carta, para orientar sobre a obra de Jesus e mostrar o caminho de fé que devemos percorrer.
O justo viverá pela fé: Hoje em dia ouvimos bastante a expressão viver pela fé. Mas será que realmente sabemos o que é viver pela fé? Muitas pessoas consideram a fé como algo irracional, mesmo que com palavras não digam isso. Só pelo modo de viver já percebemos que para alguns, a fé é irracional. Exemplo: Não preciso analisar se é real ou não, só preciso sentir! Só que muitas vezes os nossos sentidos nos enganam e sempre percebemos mais tarde que tomamos alguma decisão errada.
As pessoas ouvem sobre o chamado de Abraão, o homem que saiu da sua terra, da sua parentela e foi para onde Deus o levou sem saber onde estava indo. As pessoas ouvem que ele foi um homem próspero em tudo o que fez e que Deus supriu todas as necessidades dele. E de repente, elas começam a pensar: “Poxa, eu quero isso pra minha vida! Eu quero viver pela fé também!”
Amém! Mas viver pela fé não se resume em arrumar as malas e sair sem rumo. Abraão foi chamado por Deus para fazer o que fez, ele tinha certeza daquilo, ele tinha ouvido a voz de Deus. A fé de Abraão não se resumia a uma mera emoção, mas sim em uma experiência de realmente ter sido chamado por Deus. Viver pela fé significa estar em sintonia com a vontade de Deus, e como conseguimos isso? Através da oração.
Não quero racionalizar a fé de modo que todos os sentimentos e experiências com Deus tenham que sumir, porém, como já dizia John Stott: “Crer também é pensar”.
Isso eu digo na questão de chamado ministerial, porém o viver na fé que o autor de Hebreus nos ensina não tem a ver somente com chamado ministerial, mas sim com a vida em si que um cristão leva. Nesse caso, o ministério é apenas o efeito do viver pela fé, e não a causa. Ou seja, não vivemos pela fé porque temos um dom que exercemos na casa de Deus, mas temos um dom porque vivemos pela fé.
Viver pela fé é não retroceder à vida que levamos anteriormente. Antes de conhecermos a Cristo, nas palavras do apóstolo Paulo, não tínhamos esperança e estávamos sem Deus no mundo. (Efésios 2:12). Porém, quando Ele veio a cada um de nós, Ele nos deu nova vida, e essa vida devemos viver pela fé.
Não retroceder é não dar as costas a essa vida que Cristo nos deu, é olhar em frente e sempre ter em mente um alvo: Jesus Cristo.
Imagine sua vida sendo uma estrada, e esta estrada só tem um caminho que leva aonde você deve chegar. É uma via de mão única, porém com várias saídas. O caminho é o caminho que leva ao Céu, as saídas são as várias ofertas, tentações e muitas outras coisas que o mundo e o Diabo podem nos oferecer. Tudo para nos tirar do caminho correto. Só há um caminho, e este caminho deve ser trilhado pela fé, pois só assim resistiremos às propostas erradas desta vida.
Viver pela fé é estar o mais próximo possível de Deus, seja isso com oração, jejum, leitura da Palavra, caridade, amor, e tudo o mais que a Palavra de Deus nos ensina. É abandonar o pecado e as propostas indecentes que nos são oferecidas dia a dia. É deixar de lado tudo o que pode prejudicar o nosso espírito e de alguma forma, aquilo que pode magoar o coração de Deus.
Agora muitos podem pensar: Este caminho é muito difícil, será que se eu errar Deus vai me condenar? A resposta é não! Imagine que todas as vezes que errarmos seria como que tropeçar no caminho, mas tropeçar no caminho não é o mesmo que retroceder.
Pois bem, muitas pessoas retrocedem por não conhecer a graça de Deus. O escritor de Hebreus não quis em momento algum afirmar que nesta caminhada não podemos errar, ele disse que não podemos retroceder. Permanecer no erro é uma forma de retroceder.
O Senhor Jesus Cristo sabe como nós somos fracos (Mateus 26:41) e ele nos entende por que passou pelo que nós passamos quando Ele esteve na terra.
Todos os nossos erros e pecados serão perdoados por Ele desde que com sinceridade e arrependimento haja uma confissão de fé, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8:1). Estar em Cristo Jesus significa não abandonar a caminhada.
João disse: Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis, porém se alguém pecar, saiba que temos um advogado junto ao Pai, que é Jesus Cristo, o Justo. (1a João 2:1). A graça de Deus é isso, perdoar os nossos pecados pelo sacrifício de Jesus na cruz.
Sabendo disso, prossigamos na estrada da fé que nos leva ao encontro de Deus sem retroceder, pois o justo viverá pela fé!
O interessante de se viver pela fé, é que quase sempre não sabemos onde estamos sendo levados. A fé é isso, acreditar no que não se vê, principalmente em relação a Deus. A fé é saber que Ele está lá, que Ele está nos guiando e nos guardando ainda que não o vemos. Jesus Cristo disse: Bem aventurado é aquele que não vê, mas ainda assim crê (João 20:29)
A fé, nas palavras de Kierkegaard, poderia ser comparada com um salto no escuro, pois não vemos onde estamos ou aonde vamos, mas confiamos naquele que nos guia. Também com relação ao salto no escuro podemos enfatizar, como disse meu grande amigo João Luiz, a questão do salto. Este salto nunca terá fim em vida, pois não encontraremos com o Senhor de uma forma definitiva enquanto estivermos na terra, ele só terá fim quando de fato morrermos e nos encontrarmos com Jesus. Então não precisaremos mais ter fé, pois Ele estará diante dos nossos olhos e poderemos contemplá-lo e adorá-lo pessoalmente; tampouco precisaremos ter esperança, pois todas as promessas de Deus já estarão cumpridas, só precisaremos ter o amor em nossos corações, pois este dura para sempre e é a maior de todas as virtudes (1a Coríntios 13:13).
Bom, vou encerrando por aqui. Mas para resumir, a nossa caminhada é longa e muitos são os empecilhos que querem nos fazer retroceder desta estrada na qual andamos pela fé. Façamos como o apóstolo Paulo: Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3:13-14).
Este clip que eu vou deixar pra vocês é da banda Switchfoot, a música se chama I Dare You to Move. Tem a ver como post de hoje.

Um grande abraço para todos vocês, fiquem com Deus e no próximo post tentarei escrever menos rsrsrs.